Cascais

Setembro 8, 2016

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Situação atual e objetivos

Cascais é um município costeiro localizado na Área Metropolitana de Lisboa. Com uma área de 97km2 e mais de 30km de litoral, possui também paisagem protegida classificada pela UNESCO. Com esta configuração geográfica, proporciona uma paisagem única que contribui para que Cascais seja um destino turístico de renome.

Assim, os valores ambientais são de relevância crucial para o município, visto que todos os cidadãos (residentes e visitantes) exigem a manutenção e qualidade destes recursos naturais.

Esta é uma tarefa exigente, uma vez que Cascais tem mais de 206 000 habitantes e mais de 1,2 milhões de estadias turísticas por ano.

A EMAC – Cascais Ambiente é a empresa municipal responsável pela recolha de resíduos urbanos, limpeza urbana e proteção ambiental em Cascais.

A recolha de resíduos é uma tarefa diária, uma vez que requer a manutenção correta de milhares de contentores, camiões, áreas de serviço e a sua contínua otimização com novas tecnologias para ajudar nas tomadas de decisão no âmbito de cidade inteligente. Isto incluí também, uma abordagem valiosa baseada na participação do cidadão, onde a contribuição e colaboração são bem organizadas e produtivas.

Apesar disto, o sistema PAYT está ainda por ser implementado como solução para aumentar a consciência e comportamento ambiental do consumidor.

O projeto Waste4Think em Cascais é um teste para a implementação de tal tecnologia e um desafio para os cidadãos e provedores de serviços. Uma oportunidade exigente para testar novas tecnologias e comportamentos do consumidor, com vista a desenvolver um novo sistema de gestão de resíduos.

O Waste4Think será implementado no bairro da Quinta dos Lombos e Quinta de São Gonçalo, na freguesia de carcavelos.

Esta área de estudo tem mais de 2500 habitantes, onde se pretende implementar o sistema PAYT colocando novas ilhas ecológicas em que o acesso é feito através de cartões, com suporte ao utilizador prestado pela EMAC – Cascais Ambiente.

Implementação

A implementação do projeto Waste4Think será gradual e com estreita interação entre o serviço e os utilizadores.

Uma nova tecnologia no dia-a-dia dos cidadãos pode ter um impacto negativo com dificuldade no ajuste ou resistência à mudança. Atualmente, o que todos os cidadãos têm de fazer é colocar os resíduos no contentor mais próximo da sua casa. Apenas isso. Ao implementar um sistema PAYT, precisamos que utilizem um cartão de acesso para abrir um mecanismo de bloqueio na expetativa de se verificar uma diferença na faturação final, em relação à existente (a taxa de produção de resíduos está indexada á fatura da água).

Assim, pretende-se criar um programa de comunicação de modo a garantir que os cidadãos estão cientes dos benefícios de um sistema PAYT, bem como dos benefícios decorrentes da sua utilização, tanto financeiros como ambientais.

A primeira fase consiste na instalação de novas ilhas ecológicas equipadas com dispositivos de leitura de cartões para o sistema PAYT, pois são visualmente mais agradáveis e têm maior capacidade de deposição. O sistema mantem o seu livre acesso.

Seguidamente, será desenvolvido uma campanha de comunicação para atrair voluntários e garantir que adquirem as ferramentas e conhecimento necessários para utilização de um sistema PAYT. Este processo é acompanhado com a estreita interação entre utilizadores e staff do serviço de resíduos exclusivamente alocado ao projeto. O staff vai organizar sessões de workshop e formação, mobilizar pessoas nas redes sociais, gerir eventos e outras iniciativas relacionadas (gammification, etc.) exclusivamente dedicadas a todos os participantes.

Como se trata de uma novidade, a continuidade do projeto dependerá da capacidade de resolver problemas ou desafios do utilizador e de encontrar uma interação mais fácil para o mesmo.

Finalmente, o PAYT virá como uma fatura final que avalia o desempenho ambiental do utilizador e a evolução da qualidade e quantidade de resíduos produzidos.

Zamudio
Cascais
Seveso
Halandri


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